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  Coisas de Ary

Aprendi a beber nos EE. UU., lá para as bandas de 1943. Antes, o "whiskey" me sabia a óleo não sei de que. Com o carrer do tempo, aderi à "whiskeymania". No Rio, bebe-se desordenadamente. Ou melhor: tirou-se do "whiskey" a sua peculiar expressão de "bebida a pretexto de..." Vulgarizaram o "whiskey". Como consqüência, o "whiskey" perdeu a sua hierarquia. E, por incrível que pareça, uma talagada de pinga, nos dias atuais, tem muito mais pompa. Haja visto as feijoadas! Quer dizer: o "whiskey" é a cachaça do rico e a cachaça... a sua champanha portátil. Hoje, por circunstâncias extraordinárias, estou em férias: nem "whiskey", nem cachaça. O leite caiu sobre a minha vida, e eu vivo, agora, esmagado pelo leite. Mas.., se Deus quiser e o Dr. Darcy Monteiro permitir, regressarei ao copo antigo com mais soberania e mais riqueza do que nunca!
 
   
 
   
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O autor oculto
Ruy Castro - 19/08/2018 - Folha de S. Paulo