Capa  
Vida
Fotos  
Desenhos  
Coisas de Ary  
Novidades  
Textos  
Livros  
Música  
   
Busca
 
 
 
   
  De Ary | Sobre Ary

6 X 1!...
Ary Barroso

Sofrimentos em massa!
Ary Barroso

Ano novo
Ary Barroso

A história das camisas
Ary Barroso

Decadência do carnaval
Ary Barroso

A nossa música popular anda sofrendo um trabaiho de verdadeira mutilação... (s/ título)
Ary Barroso

O Di está ótimo
Ary Barroso

Encontrei-me com Bororó... (s/ título)
Ary Barroso

 
 
anteriores início próximos
  6 X 1!...
Ary Barroso

Foi uma vitória retumbante! Verdadeiro presente de Natal que a rapaziada ofereceu à imensa torcida rubro-negra espalhada pelos quatro cantos do pais! Aquela "escrita" diabólica, terrível, desconcertante que fazia o tricolor vencer até com "tentos espíritas" foi quebrada com um "aplomb" e com uma "garra" de dar inveja aos mais poderosos conjuntos do mundo! Confesso meus temores quando Didi abriu a contagem, depois de receber um passe açucarado de Paulinho; mas, a resposta de Joel, noventa e cinco segundos após, me deu a entender que o Flamengo não se entregaria como das outras vezes. E não se entregou! Os tentos rolaram! Cada qual mais eletrizante, mais bonito, mais "kar". O Scassa, mesmo com a vantagem de 3 x 1, ainda não se mostrava à vontade. Quando, porém, índio cobriu Veludo, a bola raspou o travessão superior, foi ao peito de Dida (o gigante Dida!), daí ao seu pézinho direito e imediatamente aos barbantes, o José Maria deu uma risadinlia feiticera e me disse: "Agora a coisa clareou mais!" Para mim, que sou otimista, já estava tudo clara, desde o primeiro tento. Aquilo não se usa!... Eu, é porque não aposto mais em "foot-ball", de maneira nenhuma. Senão, a essas boras o Barbosa (Haroldo) estaria passando pela mesma tosquia que passei no outro Fla-Flu. Contudo, levando em consideração o vulto da contagem e o não sei quê que o Haroldo deve estar sentindo neste momento, convido-o a raspar os cabelos. 3 x O valem um bigode. 6 x 1 valem um cabelo! Raspe-se, Haroldo, e terá praticado um ato de "solidariedade verdadeiramente, "pinpin". Ao gordo Benício, que me abraçou, com aquela galanteria muito Fluminense, ainda no vestiário, às minhas saudações telúricas, ao luar! Gastão, eu não o pude Iocalizar no estádio. Digo-lhe que tenho um enorme "Ouro de Cuba" para lhe dar, como compensação aos vários charutos que ele deve ter mastigado durante a festa. Pelo menos tres (um para cada dois tentinhos). O Isaac (o Cabido) tambem sain fora. Não me deu a menor chance para uma forrazinha daqueles 3 x O! Não faz mal! No terceiro turno eu te pego em boas "condiças". À noite, no "Cervantes" encontrei o Roquette Pinto já devidamente lubrificado. Recordamos passagens pitorescas do entrevero (que foi mais "vero" do que "entre") e concluímos que Dequinha já não está jogando mais "foot-ball". Vai a campo dar lições de "snooker". E que Servílio botou o Escurinho completamente no bolso. E que Dida fez o Pinheiro dançar a "conga". E que Veludo esteve muito "kar", mas que Telê procedeu de maneira muito "schangay". No mais, é como diz o poeta: "Eu não penso. Sou como a atmosfera. A impassibilidade que espelha friamente a cristalização da dor, surpreendida (viram?… "dida") num gesto silencioso".

Quá, quá, quá!