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  Campeonato perigoso
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Dentro de um estranho clima de desordem e de indisciplina vai começar o campeonato carioca de 1957. Não confiamos no seu desfecho normal. O princípio secular de hierarquia e autoridade começou a desmoronar-se entre as quatro paredes da CBD e agora parece, vem de atingir também os clubes, alguns em plena efervescência. No Vasco, até há pouco, a vida sorria e tudo caminhava suavemente. De uma hora para outra, modificou-se o panorama doméstico da casa e o noticiário nos informa que houve qualquer desaguisado sério entre os Beneméritos e a atual Diretoria. O Glicério, ardoroso americano, dono daquela barbearia da Cinelândia perguntou-nos com ar melancólico e, por vezes, satírico, de quem falta o América perder! Quando o Glicério fala assim é sintoma de que as coisas não andam muito boas lá pelas regiões de Campos Sales. De fato, está o América sem técnico e, portanto, sem programa definido às portas do certame. Fala-se que há velada agitação no Flamengo. Vice-Presidente contra Presidente. Presidente aborrecido com técnico. Jogadores exigindo "bicho" de vitória pelo empate (?) com o Benfica. Entretanto, vi recentemente o Sr. Hilton Santos até satisfeito com a "colheita" gorda feita em menos de dez dias: um milhão e meio na venda de Índio; duzentos contra o Benfica e mais quatrocentos na revanche!