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  Música de Ary Barroso é torrente
Alvaro Costa e Silva - 2006-02-25 - Jornal do Brasil

Ary Barroso ficou velho mas não perdeu a adorável rabugice: contava que quando moço, com o jato do seu xixi, quebrava as pedras de desinfetante nos mictórios da vida; àquela altura, no entanto, nem empurrá-las um pouquinho para o lado ele conseguia. Pois a música de Ary, passados 42 anos da sua morte, continua torrente, nunca folha morta. Basta ouvir o disco Ary, um brasileiro, a gravação ao vivo no ano passado de um espetáculo sobre a vida e obra do compositor.

A semente do show é antiga: se deu em 1993, quando Sergio Cabral lançou sua biografia sobre Ary Barroso, e o conjunto Bons Tempos descobriu que havia encontrado um parceiro ideal: convenceram o escritor a assinar o roteiro do espetáculo que, em 2003, ano do centenário de Ary, fez parte das comemorações oficiais patrocinadas pela Petrobras - que banca o CD e o DVD que acabam de chegar às lojas.

Selecionar o repertório, convenhamos, não foi uma tarefa difícil, por mais que se diga que é custoso deixar algumas canções de fora (no CD são 14 as músicas; no DVD, 21). No fim, tudo reluz. O conjunto Bons Tempos (quer dizer, Alfeu Julio no cavaquinho e voz, Caco Piccoli no vocal solo e percussão, Chiquinho do Pandeiro na percussão, Elber na timba e voz, e Newton Gmurczyk no violão de sete cordas e voz) se esbalda em Na Baixa do Sapateiro (há quem ache que Ary cantou a Bahia melhor que Caymmi), Faixa de cetim, Terra seca, Pra machucar meu coração, Folha morta e a inevitável Aquarela do Brasil, que volta e meia é eleita a maior música brasileira de todos os tempos. Vá saber... O certo é que, além de ser mais gravada que Garota de Ipanema , é a cara do Brasil lá fora.

No disco, só faltou a predileta deste departamento: Camisa amarela, que desapareceu no ''turbilhão da galeria''.